segunda-feira, 31 de maio de 2010

A mulher da pagina 194.





Ela é loira e linda. Tem 20 anos. Modelo profissional. Saiu na última edição da revista americana Glamour ilustrando uma reportagem sobre autoimagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos. A revista recebeu milhares de cartas e e-mails. Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real.



Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos, mas é pouco provável, devido à idade que tem.



No entanto, quem já teve filhos conhece bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau - atua no mercado das modelos "plus size", ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.



A foto me despertou sentimentos contraditórios. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.



Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem photoshop, na beira da praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume. Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria. Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão.



Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos. Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas. Não parecem pessoas felizes. Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Psicologia que não tenho. Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.



Que reação a foto causou em você? Repúdio ou alívio ?

E vocês homens Ficaram surpresos? Sem dúvida é um artigo interessante!


Texto: Martha Medeiros 

Por @ninapepper

2 comentários:

  1. Minha opinião?
    Sou altamente a favor do que VOCÊ quer para VOCÊ.

    Nada de ficar se importando com o que os outros tendem a reparar. Sua barriga não é um tanquinho? Seu peitoral não está definido? Suas panturrilhas não estão durinhas? Sua coxa não está torneada? Seu biceps não é mais o mesmo?

    Na boa. Estou bem assim.
    Como foi dito no post, sorriso generoso, dentes bem cuidados, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor, é o que tornam uma pessoa bonita.

    Admito tenho uma coxa muito grande.
    Mas sou simpático, tenho um belo sorriso (minhas amigas confirmam), sou engraçado e amigo de todos. Então sou bonito. Posso sair na capa de uma revista.

    Pronto. Opinião dada. eu acho! ^^

    Quero mais.

    Merchandising:
    www.fotolog.com.br/bruckson

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  2. Em um mundo de aparências, nenhuma pessoa de verdade é levada em consideração, mas são as mais importantes. Pessoas de verdade não são montadas em clínicas de estética e mantidas na fome e sim pessoas comuns com qualidades e defeitos, daquelas por quem você não tem "apetite comercial" e sim carinho, amor, desejo entre outros sentimentos humanos.

    O modelo de pessoa ideal, é como um comercial da Kopenhagem, que na propaganda parecem a melhor coisa do mundo, mas na verdade são totalmente vazios, sem toda aquele cativante e instigante presença e com menos conteúdo do que deveria...


    Fica a opinião!

    See ya!

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